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Estudo prevê R$ 240 bilhões em investimentos com fim do monopólio do gás

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Estudo elaborado pelos consultores Carlos Langoni, Marco Tavares e João Carlos de Luca, que assessoram o Ministério da Economia, prevê investimento de quase R$ 240 bilhões, caso a meta de redução do preço do combustível seja atingida.

Pela projeção, os recursos seriam desembolsados por novos investidores, ao longo dos quatro primeiros anos após a quebra do monopólio, para a ampliação da infraestrutura de abastecimento e da capacidade industrial de setores que se beneficiariam com o gás mais barato. Vislumbram também, potenciais investimentos não só no setor de petróleo e gás, mas também industriais como mineração, siderurgia, petroquímica, fertilizantes, energia e papel e celulose, entre outros.

A meta da proposta é reduzir o preço do gás no país dos atuais US$ 12 (R$ 48) por milhão de BTU (medida de poder calorífico) para entre US$ 5 e US$ 6 (R$ 20 e R$ 24), dependendo da distância da costa. Sendo, portanto, uma das prioridades do área econômica do governo, que espera pôr em prática as primeiras medidas em até 60 dias.

Para isso, a proposta pretende limitar a participação da Petrobras a 50% das vendas de gás no Brasil. Atualmente, ela é responsável por 75% do gás produzido no país, mas tem praticamente o monopólio na venda do produto —por falta de capacidade de escoamento, suas sócias no pré-sal preferem lhe vender suas parcelas na produção.

A estatal tem ações em 19 empresas estaduais de gás canalizado e nos três grandes sistemas de transporte do combustível pelo país —as malhas Sudeste e Norte/Nordeste, cujo controle foi transferido a empresas privadas nos últimos anos, e o gasoduto Brasil-Bolívia.