Blog

CNT disponibiliza estudo sobre as hidrovias brasileiras

  |   Databras News


Em estudo sobre as hidrovias brasileiras, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) explana um meio de transporte comercial pouco utilizado no Brasil, porém com muito potencial. Dos 63 mil km de extensão navegável, apenas 30% é utilizada para transporte hidroviário comercial – transporte de carga e passageiros – o que seria equivalente a 19,5 mil km.

Tal desperdício está associado a entraves de infraestrutura, de operação, institucionais e burocráticos, à pouca atenção dada ao segmento nas políticas públicas, à baixa efetividade de planos e programas e ao reduzido volume de recursos investidos no setor ao longo dos anos.

As maiores extensões navegáveis no Brasil estão localizadas nas regiões hidrográficas Amazônica, com cerca de 16 mil km e Tocantins/ Araguaia com aproximadamente 1,4 mil km. São utilizadas, mas o estudo indica que seu potencial é ainda maior! Importante destacar que, apesar de retratar as vias navegáveis como hidrovias, oficialmente o Brasil não possui a infraestrutura nos moldes requeridos, tendo como exemplo mais próximo de uma hidrovia o sistema Tietê-Paraná.

O estudo ainda destaca que houve um crescimento de 34,8% no volume de transportes de carga via modal hidroviário, com cerca de 101,5 toneladas. Já em relação ao transporte de passageiros, foi estimado que em 2017 (data da última informação disponibilizada), aproximadamente 9,8 milhões de passageiros transportados entre os estados do Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia.

Em suma, o relatório indica que o custo para o frete hidroviário é de 60% menor que o rodoviário e 30% menor que o ferroviário.

Clique aqui para ler a primeira edição do Caderno Hidroviário – Aspectos Gerais da Navegação Interior no Brasil.